Entrevista com J. MODESTO,
autor do livro TREVAS!
O autor J. Modesto nasceu em 1966, na cidade de São Paulo. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes, resolveu transportar para as letras a estética cinza das selvas de pedra. Desde criança, J. Modesto tem demonstrado profundo interesse por fenômenos sobrenaturais. Na literatura, o seu fascínio vem dos gêneros terror e suspense. Entre suas influências estão H. P. Lovecraft, Bram Stoker, Stephen King, Anne Rice, Mary Shelley, Edgar Allan Poe e André Vianco. Fã ardoroso de histórias em quadrinhos e literatura fantástica, decidiu transformar um de seus contos de horror em um romance, de onde deu origem ao livro TREVAS. Abaixo o leitor confere um pouco mais sobre o autor.
Giz Editorial: Qual o seu nome verdadeiro e porque você escolheu este seu pseudônimo: "J. Modesto"?
J. Modesto: O meu nome na verdade não é um nome, é um “romance”. Fui registrado com o mesmo nome de meu pai recebendo o famoso “Junior” no final. Joaquim Modesto de Oliveira Junior é o meu nome completo. Porque escolhi o pseudônimo de J. Modesto? Bem, primeiro não considero J. Modesto um pseudônimo, mas sim uma abreviatura de meu nome. Assim sobra mais espaço na capa do livro pro título, não acha?
Giz: Quais são os seus objetivos como autor brasileiro?
Modesto: Primeiramente trazer satisfação aos leitores. O autor de qualquer obra, literária ou não, deve procurar satisfazer o seu público-leitor. No meu caso, procuro proporcionar horas de prazer com boa leitura buscando agregar conhecimento, boa redação e aquele sentimento de quero mais.
Giz: Quais são as suas mais fortes influências literárias?
Modesto: Li de tudo um pouco desde Machado de Assis até Harold Robbins. Mas, como todo leitor, adquiri gosto por determinados gêneros, em especial o de suspense e terror. Os mestres H. P. Lovecraft, Edgar Alan Poe e Stephen King estão no topo de minha lista passando pelos imortais Bram Stoker e Mary Shelly além da fantástica Anne Rice que reinventou o conceito de Vampiro. Na literatura de terror nacional, destaco André Vianco e o excelente Nelson Magrini [Seu livro "ANJO, A face do Mal" é sensacional, eu indico para leitura].
Giz: Como surgiu o projeto TREVAS?
Modesto: O TREVAS surgiu de uma conversa com uma amiga, amante de literatura, que após descobrir que eu escrevia contos de terror me incentivou a partir para algo mais elaborado, um livro. Entusiasmado, perguntei-me porque não? Daí, utilizando como base um dos meus contos, parti para o trabalho duro [vocês não têm idéia de como dá trabalho escrever um romance], resultando no livro que agora chega ao público.
Giz: Porque você resolveu escrever este livro?
Modesto: Pergunta interessante. Acredita que até este momento não tinha parado pra pensar no assunto? Deixe-me pensar... Todo o leitor de livros de terror, eu acredito que isto também aconteça com os leitores de outros gêneros literários, quando terminam de ler um livro sempre fazem uma pequena análise do mesmo, às vezes inconscientemente. Dizem para si: “Eu escreveria esta passagem de forma diferente” ou “Este personagem poderia ser assim ou assado”. Porém, na sua grande maioria, param por ai. No meu caso, isto ocorreu por muito tempo até que, incentivado pela amiga que já mencionei, resolvi sair da toca e mostrar a minha visão do que seria uma história de suspense e terror. Podemos dizer que TREVAS é a voz de um autor que tem muitas histórias para contar. Se são boas ou não, isto os leitores irão dizer.
Giz: Porque TREVAS?
Modesto: TREVAS na verdade é um titulo que expressa a essência dos personagens principais. TREVAS como sinônimo de MAL. TREVAS como sinônimo de NOITE. TREVAS como sinônimo de DESESPERO. Ao ler o livro, o leitor irá identificar os significados que TREVAS empresta a cada um dos personagens e chegarão a conclusão de que o título é a alma desta obra.
Giz: Se o TREVAS fosse um disco, que disco o TREVAS seria?
Modesto: Difícil. Acho que TREVAS não se identificaria com um disco especificamente mas com um gênero de musica, o Rock. Arriscaria dizer que, em determinados trechos podemos ver um pouco de DIO, outros Deep Purple e até Led Zeppelin.
Giz: Você acredita que os romances de terror, ou romances policiais possam ter espaço no Brasil?
Modesto: Os filmes de terror fazem sucesso no Brasil? Porque o Playcenter todo ano faz as “Noites do Terror”? André Vianco tornou-se referência no Brasil vendendo o quê? É claro que a literatura de terror tem espaço no Brasil e muito. A cada dia surgem mais e mais autores nacionais escrevendo livros do gênero. O que ainda é falho no nosso país é a forma de divulgação, distribuição e exploração deste gênero de literatura. O Brasil é um dos poucos países onde o mestre Stephen King não figura constantemente na lista dos mais vendidos e olha que ele, para os padrões brasileiros, vende muuuuuito bem. Não sou editor, gráfico, distribuidor ou livreiro mas sou um grande leitor e posso dizer o que me atrai. Primeiro uma boa embalagem. Se a capa for bem feita, o namoro começou. Depois, o primeiro encontro onde procuro informações sobre a história e o autor. Uma boa sinopse e um texto claro com as informações são bem vindos. Um papel de qualidade e de preferência amarelado [aquele branco cansa a vista] com letras num bom tamanho. Por último, depois de fisgado, uma boa história que me fará retornar a livraria na busca por outros livros do mesmo autor ou do mesmo gênero. Este conjunto de coisas ajuda no sucesso mas, nada disto irá funcionar se não incentivarmos nossas crianças e jovens a ler. Afinal, em casa de pais leitores formam-se filhos leitores.
Giz: Porque o jovem leitor brasileiro deveria ler o TREVAS?
Modesto: E porque não? Acredito que o leitor de livros de terror e suspense sempre está ávido por novidades, sua marca registrada. Se jovem, tal apetite por novidades é ainda mais acentuado. E TREVAS é uma dessas novidades que está sendo colocada no banco dos réus para ser julgada. Se aprovada, será levada ao ponto mais alto do pódio que é a casa de muitos leitores. Se reprovada, irá se tornar alimento para as traças nos sebos. A sorte está lançada. Com a palavra, sua excelência, o leitor.
Giz: Você está trabalhando em algum outro projeto?
Modesto: No momento estou desenvolvendo quatro projetos. O próximo a ser publicado e que está mais avançado tem o titulo provisório de ANHANGÁ, A FÚRIA DO DEMÔNIO. Conta uma historia que se passa no Brasil, 300 anos antes do Descobrimento envolvendo Tribos de índios, Pajés, deuses indígenas, demônios e um feiticeiro mulçumano. Como isto é possível? Bem, você vai ter que aguardar pra saber. O segundo é um projeto envolvendo anjos e demônios tendo Lúcifer como personagem principal. Ainda tem a continuação do TREVAS, mas com uma história totalmente independente. Não sou muito fã desse negócio de escrever livros de continuação que obrigam o leitor a comprar todos os volumes para entender a história. Acho que as continuações são interessantes, mas devem dar ao leitor a opção de decidir pela compra de um ou mais volumes sem que tenha a compreensão da narrativa prejudicada. É uma questão de respeito. O último se passa durante a Segunda Guerra Mundial envolvendo demônios, nazistas e pracinhas da FEB.
Giz: Mais alguma coisa a dizer?
Modesto: Agradeço o espaço disponibilizado para que eu pudesse falar do meu livro TREVAS e expor um pouco das minhas opiniões e pensamentos. Um grande abraço a todos. A gente se vê por aí. J. MODESTO
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